O tempo passou por nós, e de repente, não mais que de repente, 25 anos de dias de trabalho, 25 anos de horas de prazer, 25 anos de minutos de desilusões, condensaram-se num só dia, num só espaço, num só grupo. Era dia 26 de Junho de 2009, estávamos no Teatro Municipal de Almada e a Prof. Maria Franco e duas gerações das suas alunas preparavam a GALA 25 Anos de JAZZ.
Fiquei 4 dias olhando as atarefadas preparações e ensaios do espectáculo, e cada dia que passava, mais me perguntava o que unia aquelas meninas-mulheres em torno deste projecto. O que faria uma mulher de 40 anos abandonar o conforto do sofá e do seu livro para durante 10 meses, 2 vezes por semana correr para o ginásio e jantar à meia-noite? Como poderiam meninas cibernautas falar ali a mesma linguagem das mais velhas? Que força seria essa que fazia uma mãe adormecer a sua linda filha no chão sujo do teatro para não faltar a um ensaio? Que mundo estaria ali perante mim que eu nunca vira?
Era o mundo da DANÇA que as unia... e essa força chamava-se MARIA
Fiquei 4 dias olhando as atarefadas preparações e ensaios do espectáculo, e cada dia que passava, mais me perguntava o que unia aquelas meninas-mulheres em torno deste projecto. O que faria uma mulher de 40 anos abandonar o conforto do sofá e do seu livro para durante 10 meses, 2 vezes por semana correr para o ginásio e jantar à meia-noite? Como poderiam meninas cibernautas falar ali a mesma linguagem das mais velhas? Que força seria essa que fazia uma mãe adormecer a sua linda filha no chão sujo do teatro para não faltar a um ensaio? Que mundo estaria ali perante mim que eu nunca vira?
Era o mundo da DANÇA que as unia... e essa força chamava-se MARIA
O pano subia… nas cadeiras ajeitavam-se as pernas, acomodavam-se as costas, sossegavam-se as crianças… e a música entornou-se pela sala, exigindo o silêncio de todos.
No palco, espaço, muito espaço, e pouca luz, muito pouca luz focava apenas um livro e uma rapariga. Começou a dançar e o espaço ficou pequeno e o seu brilho iluminou a sala. A Gala prometia…
No palco, espaço, muito espaço, e pouca luz, muito pouca luz focava apenas um livro e uma rapariga. Começou a dançar e o espaço ficou pequeno e o seu brilho iluminou a sala. A Gala prometia…
Entraram então os Vestidos Azuis (Diversão). Uma coreografia dos anos 80, a mais antiga desta antologia dos trabalhos da Prof., onde as menos novas se integraram totalmente no grupo, divertidas, graciosas e jovens, de resto como em todas as suas participações.
O Prince encheu o palco de risquinhas brancas e pretas que destacavam as silhuetas curvilíneas de cada movimento coreográfico, contrastando com os vestidos esvoaçantes da dança seguinte (Jive). O Rock & Roll fecharia esta primeira parte com graciosidade.
O público estava animado. Nas primeiras filas da sala, um grupo de antigos atletas do GCP emocionara-se com um separador de multimédia que lhes avivara memórias de tempos passados… Mas emoção, emoção estava a chegar: "Memories" fez-me conter uma lágrima, tal foi a beleza da coreografia e da execução destas quatro “bailarinas”. (deixem-me dizer assim)
Os "pijamas" da Mambo chegaram num palco de nevoeiro e as saias rosa da Swede antecederam as Padeiras que trouxeram a originalidade musical dos Gaiteiros combinada numa gestão de espaços e dramatização soberbas.
As indígenas do Africano encheram o palco de esoterismo com as suas danças rituais e as Mulheres a seguir inigmatizaram ainda mais a atmosfera.
Molin Rouje era um momento esperado... e as meninas corresponderam numa coreografia carregada de sensualidade q.b. e graciosidade feminina.
As "calcinhas" da Terra coloriram o palco ressaltando os movimentos, enriquecidos por uma boa luminotécnica, e tudo terminaria num apoteótico cenário com 32 alunas dando corpo a uma nova criação da Prof. Maria Franco.
Saímos todos felizes por termos feito parte desta Gala... porque o publico faz parte do espectáculo... e EU ESTIVE LÁ!
PARABÉNS MENINAS-MULHERES
PARABÉNS PROF. MARIA FRANCO
PARABÉNS SR. PACHECO E TODA EQUIPA TÉCNICA.
3 comentários:
Que Lindo.
...simplesmente maravilhoso, os cenarios a musica e a dança adorei não parem de dançar nunca,ao ver-vos dançar sinto que o fazem com paixão,uma entrega total é bom ver, esse vosso lado de liberdade .Parabêns e obrigada-
Não vi o espectáculo, mas com esta reportagem lamento que o tenha perdido. Com este trabalho é fácil de imaginar que deve ter sido algo mágico, além do seu conteúdo, apercebi-me de todo o envolvimento de alguns "carolas" que muito trabalharam por uma boa causa.
E parece-me que resultou muito bem...
Só me resta dar os parabéns a todos os envolvidos.
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